A disputa entre Donald Trump e Kamala Harris encerra na primeira terça de novembro e especialistas refletem como o assunto reverbera no Brasil.
A eleição presidencial nos EUA, marcada pela disputa entre Donald Trump e Kamala Harris, está prestes a ser decidida na primeira terça-feira de novembro. Especialistas em política refletem sobre como esse evento impacta o Brasil, abrangendo temas cruciais como economia, política externa e meio ambiente.
A imigração é um dos tópicos centrais, pois se conecta diretamente com questões de economia e moradia. As pesquisas até o momento indicam um empate técnico ligeiramente favorável a Kamala Harris. Com a contagem dos votos prevista para levar pelo menos três dias, a expectativa e a ansiedade são palpáveis.
Economia
Kamala Harris propõe aumentar os subsídios para impulsionar a indústria local, focando no fortalecimento do mercado interno. Por outro lado, Donald Trump promete tarifas de até 20% sobre importações, o que pode impactar severamente as exportações do Brasil. A estratégia comercial de Trump, evidenciada em 2018 com taxas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, já resultou em dificuldades significativas para o comércio brasileiro. Em 2020, a cota de importação de aço brasileiro foi reduzida em 80%, complicando ainda mais as relações comerciais.
Política Externa
Ambos os candidatos demonstram desinteresse nas relações com o Brasil. No entanto, especialistas apontam que Harris poderia ser mais propensa ao diálogo, ao contrário de Trump, que frequentemente utiliza ameaças de retaliação. Um ponto de discórdia é a possível adesão do Brasil ao programa chinês “Nova Rota da Seda”, o que pode aumentar o poder da China em meio à guerra comercial com os EUA. A vitória de Trump poderia reforçar a influência da extrema direita no Brasil, devido à histórica conexão entre os dois países.
Meio Ambiente
Kamala Harris defende uma política climática alinhada com as propostas de Joe Biden, focando em investimentos para a descarbonização da economia e em fontes de energia renovável. Em contraste, Trump nega as mudanças climáticas e já anunciou planos para acabar com subsídios a energias limpas, promovendo uma maior exploração de petróleo.